
A situação dos trabalhadores da Companhia Energética de Roraima (CERR) está no centro de uma intensa disputa judicial. O sindicato da categoria (Stiurr) está contestando uma recomendação do Ministério Público de Roraima (MPRR) que orienta a empresa a demitir todos os funcionários concursados em um curto prazo. Essa medida drástica, segundo o sindicato, pode prejudicar severamente os direitos dos trabalhadores, incluindo o acesso ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Entenda a Controvérsia
O Stiurr alega que o MPRR não tem competência para intervir em questões trabalhistas dessa natureza, que seriam de responsabilidade do Ministério Público do Trabalho (MPT). Além disso, a entidade argumenta que a demissão em massa viola leis estaduais que garantem a realocação de funcionários concursados em quadro em extinção para outros órgãos públicos do estado.
De acordo com o sindicato, a recomendação do MPRR ignora o fato de que muitos servidores da CERR já estão cedidos a outros órgãos, como a CAER, Sefaz e Sesau, desempenhando funções compatíveis com seus cargos de origem. A demissão, portanto, seria desnecessária e prejudicial aos trabalhadores.
Fonte: 7405301.fs1.hubspotusercontent-na1.net
FGTS em Risco
Um dos pontos mais críticos da denúncia do Stiurr é que a CERR estaria em débito com os recolhimentos do FGTS e das contribuições previdenciárias (INSS). Se as demissões forem efetivadas nessas condições, os trabalhadores podem ser impedidos de sacar o FGTS, acessar o seguro-desemprego e até mesmo se aposentar. O sindicato alerta que essa situação configura um possível crime de apropriação indébita previdenciária por parte dos gestores da empresa.
Ação na Justiça
Para tentar impedir a demissão em massa e garantir os direitos dos trabalhadores, o Stiurr protocolou uma ação civil pública na Justiça do Trabalho, com pedido de tutela de urgência. A ação busca garantir a manutenção dos empregos no quadro em extinção, como prevê a legislação estadual. Caso a Justiça não acolha esse pedido, o sindicato requer que qualquer desligamento seja condicionado à negociação coletiva, à implementação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV), à regularização de todos os débitos trabalhistas e previdenciários, e ao pagamento de indenização por danos coletivos e individuais.
Implicações para o FGTS
A questão do FGTS é central nessa disputa. O Fundo de Garantia é um direito fundamental do trabalhador brasileiro, e a falta de recolhimento por parte da empresa pode trazer graves consequências. Além de impedir o saque em caso de demissão sem justa causa, a irregularidade no FGTS pode afetar a concessão de benefícios como o financiamento da casa própria e a aposentadoria.
O sindicato está cobrando a imediata regularização dos débitos de FGTS e INSS, independentemente da discussão sobre as demissões. Essa medida é fundamental para garantir que os trabalhadores da CERR não sejam prejudicados em seus direitos previdenciários e trabalhistas.
O que esperar?
A decisão da Justiça do Trabalho será crucial para o futuro dos trabalhadores da CERR. O sindicato está confiante de que a Justiça irá reconhecer a ilegalidade da recomendação do MPRR e garantir a manutenção dos empregos e dos direitos dos trabalhadores. A luta em defesa do FGTS e dos direitos trabalhistas continua.
Próximos Passos
- Aguardar a decisão da Justiça do Trabalho sobre a ação civil pública.
- Acompanhar as negociações entre o sindicato, a CERR e o governo do estado.
- Cobrar a regularização dos débitos de FGTS e INSS por parte da empresa.
Acompanhe as próximas atualizações para saber como essa história irá se desenrolar e quais serão os impactos para os trabalhadores da CERR.
Impacto das possíveis demissões
- Impedimento do saque do FGTS
- Dificuldade no acesso ao seguro-desemprego
- Complicações na concessão de aposentadoria
- Impacto negativo na economia local devido à perda de renda dos trabalhadores
O sindicato segue vigilante e atuante na defesa dos direitos dos trabalhadores, buscando garantir que a legislação seja cumprida e que os empregados da CERR não sejam prejudicados por decisões unilaterais e ilegais.



