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Ex-jogadores da Ponte Preta acionam clube por dívidas de FGTS e salários

A Ponte Preta enfrenta novas ações judiciais movidas por ex-jogadores, Dudu Scheit e Luiz Felipe, que somadas ultrapassam R$ 4 milhões. As ações referem-se a dívidas acumuladas durante a crise financeira de 2025, incluindo salários atrasados e valores não recolhidos de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Ação judicial contra a Ponte Preta
Fonte: Twitter

Detalhes das Ações Judiciais

Luiz Felipe, peça importante no título da Série C e atualmente no Náutico, cobra cerca de R$ 2,4 milhões. A ação inclui sete meses de salários em atraso (R$ 350 mil), 13º salários de 2024 e 2025, férias de 2024 e 2025, além do não recolhimento do FGTS, multa rescisória e outras pendências financeiras. O processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região.

Dudu Scheit, que teve poucas participações em jogos pelo clube em 2024, também acionou a Ponte Preta na Justiça, reivindicando R$ 2,2 milhões. O jogador alega não ter recebido aproximadamente um ano de salário (fixado em R$ 65 mil), férias, 13º e FGTS. Scheit passou por procedimento cirúrgico no joelho e não foi aproveitado em 2025, o que, segundo ele, justifica a extensão do contrato por mais um ano, pleiteando R$ 780 mil de indenização substitutiva equivalente a 12 meses de salários.

Impacto Financeiro e Administrativo

Essas ações judiciais representam mais um desafio para a Ponte Preta, que busca estabilidade financeira e administrativa. O clube, que enfrentou uma grave crise em 2025, precisa lidar com o passivo financeiro deixado por gestões anteriores, honrando seus compromissos com ex-jogadores e funcionários, ao mesmo tempo em que busca recursos para manter as atividades regulares.

O que é o FGTS e sua importância?

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um direito do trabalhador brasileiro com carteira assinada. Ele consiste em depósitos mensais feitos pelo empregador em uma conta vinculada ao empregado na Caixa Econômica Federal. O valor depositado corresponde a 8% do salário bruto do trabalhador. Em casos de demissão sem justa causa, o trabalhador tem direito a sacar o valor total do FGTS, acrescido de uma multa rescisória paga pelo empregador, que é de 40% sobre o montante depositado durante o período de trabalho.

Além da demissão sem justa causa, o FGTS pode ser sacado em outras situações específicas, como aposentadoria, compra da casa própria, doenças graves e calamidades públicas.

Ações contra clubes e o FGTS

As ações movidas por jogadores contra clubes de futebol por falta de pagamento de salários e não recolhimento de FGTS são relativamente comuns no Brasil. A legislação trabalhista brasileira garante aos atletas profissionais os mesmos direitos que os demais trabalhadores, incluindo o direito ao FGTS. A falta de pagamento desses direitos pode acarretar em ações judiciais e, em caso de condenação, o clube é obrigado a quitar os débitos, acrescidos de juros e correção monetária.

Perspectivas para o futuro

A Ponte Preta precisa buscar alternativas para solucionar essas pendências financeiras, como acordos com os jogadores, parcelamento das dívidas e buscar novas fontes de receita. A situação reforça a importância de uma gestão financeira responsável e transparente nos clubes de futebol, a fim de evitar o acúmulo de dívidas e garantir os direitos dos trabalhadores.

O desfecho dessas ações judiciais pode ter um impacto significativo nas finanças da Ponte Preta, influenciando a capacidade do clube de investir em reforços para o elenco e em outras áreas importantes para o seu desenvolvimento.

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