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Bolsa Família: Fila Aumenta, Biometria e RG Nacional, e Orçamento Limitado

O programa Bolsa Família enfrenta um momento de desafios e mudanças. Com uma fila de espera crescente, novas exigências de identificação e um orçamento apertado, os beneficiários precisam estar atentos para garantir a continuidade do recebimento do auxílio.

Fila de Espera Atinge Nível Recorde

Em novembro de 2025, a fila de famílias habilitadas para entrar no Bolsa Família alcançou a marca de 987,6 mil, o maior patamar desde julho de 2022. Esse aumento, segundo informações do Poder360, não decorre de uma piora na economia do país, mas sim de um represamento de beneficiários. O programa atualmente atende 18,7 milhões de famílias, o menor número desde julho de 2022, com uma redução de 2,9 milhões de famílias desde o início do governo Lula, seja por aumento de renda ou exclusão após auditorias.

Calendário Bolsa Família

Fonte: fdr.com.br

Orçamento Limitado e Impacto na Fila

O orçamento do Bolsa Família está no limite, o que dificulta a inclusão de novas famílias e até mesmo o aumento do valor médio do benefício. O programa já consumiu R$ 146,5 bilhões de janeiro a novembro de 2025, de um orçamento total de R$ 158,6 bilhões. Com apenas R$ 12,1 bilhões restantes para dezembro, e um gasto de R$ 12,7 bilhões em novembro, o governo terá que realizar novos cortes para fechar as contas, impactando diretamente a fila de espera.

Novo Prazo para Cadastro Biométrico

O governo federal prorrogou o prazo para que os beneficiários do Bolsa Família realizem o cadastro biométrico no sistema nacional até 1º de maio de 2026. Essa medida visa evitar o bloqueio dos benefícios para aqueles que ainda não realizaram o procedimento. Estima-se que cerca de 5 milhões de pessoas ainda não fizeram o cadastro biométrico, que é essencial para garantir a continuidade do recebimento dos valores e evitar fraudes. Para realizar o cadastro, é necessário comparecer a um posto de atendimento do Cadastro Único (CadÚnico) ou do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) com os documentos pessoais.

Exigência do RG Nacional (CIN)

A partir de maio de 2026, novos beneficiários de programas sociais sem biometria cadastrada precisarão emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN). Essa exigência faz parte de uma estratégia de modernização e prevenção a fraudes nos programas sociais. Segundo o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), cerca de 84% dos 68 milhões de beneficiários já possuem biometria registrada em alguma base oficial. A transição será gradual e não haverá bloqueio automático de benefícios nem necessidade de deslocamento imediato às unidades de atendimento.

Cronograma da Adoção da Biometria

  • 21 de novembro de 2025: Priorização da CIN como base biométrica. Novos pedidos e renovações de benefícios do INSS e BPC passam a exigir biometria.
  • 1º de maio de 2026: Emissão da CIN obrigatória para novos pedidos de benefícios para quem não possui registro biométrico.
  • 1º de janeiro de 2027: Todas as renovações e novas concessões passam a exigir biometria.
  • 1º de janeiro de 2028: A CIN se torna a única base biométrica aceita para novos benefícios e renovações.

Dispensas da Biometria

A portaria prevê exceções para grupos que podem enfrentar dificuldades no cadastramento, como pessoas com mais de 80 anos, migrantes, refugiados, residentes no exterior, pessoas com dificuldade de locomoção, moradores de áreas de difícil acesso, solicitantes de salário-maternidade, pensão por morte e benefício por incapacidade (até 30 de abril de 2026), e famílias do Bolsa Família identificadas no CadÚnico (até 30 de abril de 2026). A comprovação da exceção será exigida por meio de documentos.

É fundamental que os beneficiários do Bolsa Família fiquem atentos a essas mudanças e cumpram os requisitos para evitar a suspensão do benefício. A atualização cadastral e a regularização da situação biométrica são passos importantes para garantir a continuidade do auxílio.

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