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Brasil Almeja Sair do Mapa da Fome Até 2026, Diz Wellington Dias

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, anunciou que o Brasil está próximo de alcançar um marco significativo na luta contra a fome. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) deverá reconhecer, em um evento na Etiópia na próxima semana, os progressos do país no combate à insegurança alimentar. Esta declaração sinaliza um avanço importante nos esforços contínuos para garantir a segurança alimentar e nutricional da população brasileira.

Redução da Fome e Avanço da Classe Média

Segundo o ministro, o Brasil reduziu significativamente o número de pessoas em situação de fome desde 2022. “Recebemos o Brasil, em 2022, com 33,1 milhões de pessoas passando fome. Já reduzimos esse número em 24,4 milhões. Isso significa que 85% das pessoas em insegurança alimentar severa saíram dessa condição. É uma conquista importante”, destacou Dias. A meta ambiciosa do governo é retirar o Brasil oficialmente do Mapa da Fome até julho de 2026. Se alcançada, essa será uma conquista notável, considerando que o país já levou 11 anos para sair dessa situação em ocasiões anteriores.

O ministro também enfatizou que o crescimento da classe média é um reflexo direto da recuperação econômica e das políticas de inclusão social implementadas. “Estamos comemorando a redução da miséria, da pobreza e o avanço da classe média. Isso significa inclusão e oportunidade para quem mais precisa”, afirmou.

Wellington Dias divulgation

Fonte: www.gov.br

O Papel Crucial do Bolsa Família

Wellington Dias ressaltou a importância do programa Bolsa Família no Plano Brasil Sem Fome. Reformulado pelo governo atual, o programa tem como objetivo garantir uma rede de proteção social contínua para as famílias em situação de vulnerabilidade. “O povo quer trabalhar. E o principal: quando a renda cresce, a pessoa sai do Bolsa Família, mas não sai do Cadastro Único. Isso é o que garante acesso rápido de volta ao benefício em caso de necessidade — sem fila, sem demora. O Bolsa Família funciona como um colchão de proteção social. Entrou uma vez, só sai para cima”, explicou o ministro. Essa abordagem assegura que as famílias possam retornar ao programa caso enfrentem dificuldades financeiras, proporcionando uma segurança essencial.

Atualmente, o Cadastro Único integra famílias de baixa renda a mais de 36 políticas públicas, incluindo programas como o Pé-de-Meia, a Tarifa Social de Energia Elétrica e o Farmácia Popular. “É o que o presidente Lula chama de garantir dignidade. A pessoa pode sair da pobreza, mas continua acessando outros programas que fortalecem sua condição de vida”, acrescentou Dias. Essa integração permite que as famílias continuem a receber suporte em diversas áreas, mesmo após superarem a linha da pobreza.

Impacto das Mudanças Climáticas e Soluções Adotadas

Outro tema crucial abordado por Wellington Dias foi o impacto crescente das mudanças climáticas na produção de alimentos, especialmente em áreas afetadas por enchentes e estiagens. “A mudança climática é uma realidade. Temos hoje vários municípios com decretos de emergência. Nessas situações, atuamos em dois blocos: ajuda humanitária imediata e soluções permanentes”, afirmou. O governo está implementando ações emergenciais, como a distribuição de cestas básicas e a transferência de renda para famílias afetadas, e estratégias de longo prazo, como o uso de tecnologias para adaptação ao novo cenário climático.

“Estamos levando cisternas para captar água da chuva e o chamado cisternão, para irrigação e criação de animais. Também iniciamos experimentos com sistemas de barramento de água e adutoras. Com isso, garantimos condições de convivência com a seca e proteção à agricultura familiar”, concluiu o ministro. Essas iniciativas visam garantir a segurança alimentar e a resiliência das comunidades rurais diante dos desafios climáticos.

Avanços e Perspectivas Futuras

O Brasil tem demonstrado um compromisso contínuo com o combate à fome e à pobreza, através de políticas públicas integradas e programas sociais eficazes. A meta de sair do Mapa da Fome até 2026 é ambiciosa, mas os progressos já alcançados indicam que o país está no caminho certo. A combinação de ações emergenciais e estratégias de longo prazo, juntamente com o fortalecimento da rede de proteção social, oferece uma perspectiva otimista para o futuro da segurança alimentar e nutricional no Brasil.

O reconhecimento internacional dos avanços brasileiros no combate à fome reforça a importância de manter e expandir essas políticas, garantindo que todos os cidadãos tenham acesso a uma alimentação adequada e a condições de vida dignas. O compromisso do governo com a inclusão social e a adaptação às mudanças climáticas é fundamental para assegurar um futuro mais justo e sustentável para todos os brasileiros.

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