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Bolsa Família: Calendário de Maio, Novas Regras de Transição e Mais

O programa Bolsa Família continua a ser um pilar crucial no apoio às famílias brasileiras em situação de vulnerabilidade. Em maio de 2025, beneficiários podem esperar o início dos pagamentos, juntamente com importantes mudanças nas regras de transição do programa. Este artigo detalha o calendário de pagamentos, as novas diretrizes para famílias que aumentam sua renda, e um olhar sobre o orçamento do programa.

Calendário de Pagamentos de Maio

Os pagamentos do Bolsa Família em maio de 2025 começam na segunda-feira, 19 de maio. O cronograma segue a ordem do Número de Identificação Social (NIS) dos beneficiários, garantindo que os recursos sejam distribuídos de forma organizada ao longo do mês:

  • NIS final 1: 19 de maio
  • NIS final 2: 20 de maio
  • NIS final 3: 21 de maio
  • NIS final 4: 22 de maio
  • NIS final 5: 23 de maio
  • NIS final 6: 26 de maio
  • NIS final 7: 27 de maio
  • NIS final 8: 28 de maio
  • NIS final 9: 29 de maio
  • NIS final 0: 30 de maio

Além do valor base, o Bolsa Família oferece benefícios adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz, por exemplo, fornece seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até 6 meses, garantindo o suporte nutricional nos primeiros meses de vida. Adicionalmente, há um acréscimo de R$ 50 para famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos, e R$ 150 para famílias com crianças de até 6 anos.

É importante lembrar que, além do Bolsa Família, alguns beneficiários também receberão o auxílio-gás neste mês, que corresponde a 100% do valor médio nacional do botijão de gás de 13kg, conforme pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os pagamentos do auxílio-gás ocorrem bimestralmente.

Regra de Proteção do Bolsa Família

Fonte: seucreditodigital.com.br

Novas Regras de Transição

O governo federal implementou mudanças nas regras de transição para famílias que, ao aumentarem sua renda, ultrapassam o limite de elegibilidade para o Bolsa Família. A partir de junho de 2025, uma nova norma de proteção entra em vigor com o objetivo de focar em famílias em maior vulnerabilidade e promover a sustentabilidade do programa.

Com a nova regra, famílias que excederem o limite de renda de R$ 218 por pessoa poderão permanecer no programa por até 12 meses, recebendo 50% do valor do benefício, desde que a renda familiar per capita mensal não ultrapasse R$ 706. Essa medida está alinhada com a linha de pobreza internacional.

Famílias com renda considerada estável (aposentadoria, pensão, BPC) poderão permanecer com o auxílio por até dois meses. No caso de famílias com pessoas com deficiência que recebem o BPC, o tempo máximo de permanência será de 12 meses, reconhecendo a necessidade de revisões periódicas do benefício.

Como funcionava até maio de 2025?

Anteriormente, famílias com renda acima de R$ 218 por pessoa, mas abaixo de meio salário mínimo, podiam permanecer no Bolsa Família por até 24 meses, recebendo 50% do valor original do benefício.

Como funciona a partir de junho de 2025?

A nova Regra de Proteção define três públicos distintos:

  • Público 1: Famílias que já estavam na regra de proteção até junho de 2025. Mantêm o limite de meio salário mínimo por pessoa (R$ 759) e podem seguir no Programa por até 24 meses, conforme as regras anteriores.
  • Público 2: Famílias que entram na regra de proteção a partir da folha de pagamento de julho e não têm integrantes com renda estável. Limite de renda: R$ 706 por pessoa. Permanência: até 12 meses.
  • Público 3: Famílias que entram na regra de proteção a partir da folha de pagamento de julho e possuem integrantes com renda estável (aposentadoria, pensão, BPC-Idoso). Limite de renda: R$ 706 por pessoa. Permanência no programa: até 2 meses.

Famílias que deixarem o programa após o fim da regra de proteção poderão retornar com prioridade, caso voltem à situação de pobreza, através do mecanismo do retorno garantido, válido por até 36 meses.

Corte no Orçamento

Em meio a essas mudanças, o Orçamento da União para 2025 inclui um corte de R$ 7,7 bilhões no Programa Bolsa Família. Este corte foi implementado como uma medida para garantir o superávit primário. As implicações desse corte ainda estão sendo avaliadas, mas é um ponto de atenção para a manutenção da efetividade do programa.

Quem pode receber o Bolsa Família?

A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para verificar a elegibilidade, some a renda total da família e divida pelo número de pessoas. Se o resultado for inferior a R$ 218, a família pode se cadastrar no programa.

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